Estados do Pensamento: o conceito de pessimismo a partir da natureza do pensamento único de Arthur Schopenhauer

Leonardo Ritter Schaefer

Dedicado à verdade, o pensamento único declara a ausência de liberdade, a existência humana determinada ao sofrimento e o julgamento moral essencialmente relativo, ao mesmo tempo, julga o otimismo falso e pernicioso enquanto afirma que todos são devedores de tolerância, paciência, consideração e amor ao próximo. Da premissa de que a obra se origina da comunhão entre os estudos da medicina e, posteriormente, filosofia, de Arthur Schopenhauer, a presente tese entrelaça e justapõe as quatro perspectivas que parecem fragmentar o pensamento para preservar a coesão orgânica, perpassando prefácios, ensaios, complementos e aforismos, determina uma base fundamental derivada de metafísica e fisiologia obtendo dois estados, um apto e um inapto ao cuidado, não volitivo e volitivo.
Por meio deles, a aparente contradição estabelecida na relação entre obra, verdade e crítica ao otimismo se dissolve, primeiro, na busca do autor pela comunicação da ocasião de um estado, segundo, na produção de duas concepções próprias, otimismo enquanto disposição orgânica e pessimismo enquanto autoconhecimento da disposição. Um passo além das teorias morais e limitações filosóficas é encontrado nos Aforismos para responder à imputação moral. No conhecimento das próprias determinações fundamentais, proporcionado pelo pessimismo, os organismos humanos tornam-se incumbidos de si mesmos conduzindo-se por percursos que ocasionem o estado não volitivo. Assim, na relação do autor com sua obra, a escrita assume-se ato ético, e responsabilidade e determinação conciliam-se.

184p.
ISBN – 978-65-87424-23-1